O Profissional de TI na Gestão

Hoje nas companhias, o que se vê é um novo cenário na área de TI, se antes os profissionais da área contribuíam apenas nas questões tecnológicas, hoje eles possuem um desafio de gestão e contribuem para os resultados dos negócios, tornando-se e utilizando de uma visão estratégica. A importância de profissionais ligados a TI faz crescer o interesse das empresas em investirem nessa área e encontrar um perfil adequado a essa função.

O profissional Gestor de TI é aquele responsável pela implementação e pelo gerenciamento dos sistemas nas empresas. É sua função avaliar os sistemas de informação, segurança e banco de dados, deve fazer a implementação de sistemas de automação no gerenciamento da informação e determina as estratégias de utilização da TI para garantir a melhor performance de cada um dos setores da empresa. Também é função desse profissional diagnosticar os problemas do sistema e soluciona-los além de criar projetos de informática que serão implementados futuramente pela companhia.

Pense:

“A interação do profissional de TI deve se dar em todos os níveis, desde a interação com clientes, fornecedores, acionistas e usuários e seus pares para que possa entender as demandas e se fazer compreendido de forma eficiente”

Segundo profissionais da área de TI, a nova realidade exige que o profissional de TI tenha sua capacidade de comunicação desenvolvida, a fim de poder entender os requerimentos operacionais e estratégicos das corporações, traduzindo-os em ações, baseadas na TI, que gerem retorno

“Há ainda no mercado certo estigma de que os profissionais de TI são ‘seres’ diferentes, normalmente com pouca habilidade de relacionamento interpessoal, voltados apenas ao mundo high-tech” Isso é certo ou errado? Errado! “O mercado tem reconhecido bem o profissional de TI, mas exige cada vez mais qualificação em gestão. Portanto quem investe em cursos para adquirir conhecimento abrangente da área acaba saindo na frente. A tecnologia evolui muito rápido e temos que acompanhar o ritmo”

O Gestor de TI no dia a dia

Durante seu trabalho o Gestor de TI deve decidir:
• Qual o melhor sistema a ser implantado?
• Qual tipo de infra tem maior viabilidade para interligar as unidades?
• Quais equipamentos oferecem melhor custo/benefício dentro das atividades que desenvolvemos?
• Como oferecer suporte de qualidade?
• Outros desafios, inerentes a gestão, como projetos, custos e pessoas.

A Gestão da TI

O ato de planejar, organizar e executar as atividades do dia a dia da TI nas companhias pode ser um problema para os profissionais da área que não estão preparados para estas demandas. O setor de Gestão de TI ou Governança de TI e responsável pela administração de todos os mecanismos de controle e alinhamento da TI, bem como o seu planejamento estratégico.

Com isso, aprender noções básicas de gestão tornou-se um diferencial importante para o mercado tecnológico, que exige em seus procedimentos de trabalho uma TI que contribua muito mais além do que a sua infraestrutura clássica. Atualmente tem-se como maior problema, enfrentado pelos gestores de TI, o fato de que grande parte do tempo e dos recursos é utilizado na manutenção dos sistemas atuais, sobrando menos de 25% para aplicação em novos processos que contribuam para a inovação dos negócios além do fato de os gestores também enfrentam o desafio de tirar partido diante da vasta oferta de tecnologias de TI e das inúmeras empresas fornecedoras destes serviços.

Gestão de TI é uma prática que tem sido transmitida e compartilhada por empresas que conseguiram alinhar suas estratégias de negócios aos serviços de tecnologia. A gestão consiste em um alinhamento dos objetivos de TI aos objetivos estratégicos da empresa. A ideia básica é que os serviços de aplicação que a empresa precisa para operar e gerenciar seus processos de negócio sejam oferecidos no tempo certo, com qualidade, gerenciamento, e alta disponibilidade.

A TI, quando consegue oferecer serviço, desempenho e eficácia dentro dos custos e prazos diante dos competidores do mercado, pode ser considerada pela organização como uma “empresa dentro da empresa”. Para os especialistas, a Inteligência Competitiva e o Chargeback de Recursos (processo para estratificar, associar e transferir custos) são detalhes essenciais, que consistem em ter uma TI capaz de trabalhar com dados da empresa para ajudarem nas decisões estratégicas da mesma e alocar custos de utilização de TI para cada departamento da organização.

No mercado existem diversos modelos de TI disponíveis que podem contribuir como base para uma boa administração, porém é necessário cuidado na adoção de um modelo pelo simples fato do concorrente também ter feito essa adoção ou porque é moda. Alguns modelos de TI são:
CMMI (Capability Maturity Model Integration)
PMBOK (Project Management Body of Knowledge)
COBIT (Control Objectives for Information and Related Technology)
ITIL (Information Technology Infrastructure Library).

A Governança de TI proporciona uma organização e formalização que gera um falso conceito de que as empresas que possuem atividades organizadas, não são capazes de dar respostas rápidas às demandas do mercado, porem essa percepção é errada, o controle facilita que a empresa aproveite rapidamente as demandas.

“Se você tem clareza de como pode dar esse retorno à organização, você tem condições de dar boas e rápidas respostas, que é o mais eficaz para a empresa. Ser eficaz é proporcionar resultados positivos à organização, descartando a expectativa de erros”.

A gestão corporativa de tecnologia se estende por toda a empresa, fato que pode dificultar a escolha do ponto inicial de todos os projetos de TI.

Para quem pretende implementá-los, a melhor maneira de administrá-los de forma eficiente, segundo os especialistas, consiste nas seguintes ações:
• Organizar uma estrutura minimamente capaz de operar com segurança e atender às demandas;
• Escolher o portfólio de aplicações de TI que será apresentado e procurar uma interação com as pessoas da empresa onde estão os fatores críticos da organização;
• Começar pelo processo de negócio, não pela tecnologia;
• Identificar a melhor forma de organizar os processos de negócio, seus pontos críticos, sua disponibilidade e sua evolução para garantir o bom funcionamento da empresa;
• Tenha noção da proporção da necessidade que vai tomar. Prazos curtos exigem dados mais apurados. Não se iluda com precisões de margens sem erros.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

code