Organização das Informações

Navese Kuramoto (2006) aponta, em seu livro, a ocorrência de dois grandes marcos históricos que impactariam profundamente a organização das informações: em 1930, o advento da documentação e, em 1960, o conceito lato sensu da ciência da informação. O conceito mais abrangente pode ser resumido, nesses 30 anos, como sendo a ciência da informação, a multiplicidade de suportes e o crescimento incessante da produção de informações. Em tempos mais atuais, o advento da tecnologia da informação e da internet fez com que se tornasse ainda mais premente a criação de meios que permitissem, de modo privilegiado, a identificação precisa dos conteúdos dos suportes, inclusive imateriais, nos quais se registram os resultados de pesquisas e todas as criações do labor humano. Por isso, existe, e se diz hoje, “organização da informação”.

É neste ambiente de transição que nos encontramos, tanto usuários quanto profissionais da informação, são capazes de gerenciar recursos disponíveis em sistemas de informação, que mais se adaptam as nossas necessidades, que funcione como apêndice às tomadas de decisão. Estes sistemas de informação auxiliarão no processo de organização da informação, seja em qualquer tipo de suporte (REVISTA ACB, 2008:27).

 

A organização da informação leva em consideração:
• Relações: representam um importante conceito na organização de informações e
descrevem a associação lógica entre entidades.
• Relacionamentos: podem ser categóricos ou espaciais, se eles descrevem localização
ou outras características.
o Relacionamentos categóricos descrevem a associação entre características
individuais em um sistema de classificação.
o Classificação de dados é baseada no conceito de escala de medição. Existem
quatro escalas de medição:
– Nominal: uma escala qualitativa, não-numérica e não-ranking, que classifica os
recursos em características intrínsecas. Exemplo: usar o esquema de classificação,
como industrial, comercial, residencial, agrícola, público e institucional
– Ordinal: uma escala nominal com ranking que diferencia recursos de acordo com
uma determinada ordem. Exemplo: em um esquema de classificação, terrenos
residenciais podem ser denotados como de baixa densidade, densidade média e
alta densidade.
– Intervalar: uma escala ordinal com classificação baseada nos valores numéricos
que são registrados com referência a um dado arbitrário. Exemplo: temperaturas
lidas em graus centígrados são medidas com referência a um zero arbitrário (ou
seja, zero grau de temperatura não significa nenhuma temperatura).
– Taxa: uma escala de intervalo com classificação baseada nos valores numéricos
que são medidos com referência a uma referência absoluta. Exemplo: dados de
precipitação são registrados em mm com referência a um zero absoluto (ou seja,
zero precipitação mm não significa nenhuma precipitação).
Relacionamentos categóricos baseiam-se em ranking e são hierárquicos ou taxonômicos,
dependendo de sua natureza. Isso significa que os dados são classificados de forma progressiva
em diferentes níveis de detalhe, criando níveis e subníveis conforme a necessidade.

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